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Nickelback lança “Everything Under The Sun” entre guitarras intensas, recomeços e conexão humana

O Nickelback lança seu 11º álbum de estúdio, “Everything Under The Sun”, com 12 faixas inéditas que exploram diferentes emoções e experiências humanas.

Por Mallu Rozas · · 4 min de leitura

Nickelback lança “Everything Under The Sun” entre guitarras intensas, recomeços e conexão humana

O novo trabalho combina guitarras pesadas e refrões marcantes com composições mais intimistas, mostrando diferentes facetas da banda. O grupo também anunciou a Everything Under The Sun Tour, turnê internacional que começa em fevereiro de 2027 e passará pela América do Norte, Reino Unido, Europa e Austrália.

Há músicas que ficam associadas a uma pessoa, a uma viagem ou a uma fase que parecia não ter fim. Para quem atravessou os anos 2000 ouvindo rock, é possível que “How You Remind Me”, “Photograph”, “Far Away”, “Someday” ou “Rockstar” façam parte dessas lembranças. Agora, o Nickelback apresenta novas histórias para acompanhar outros momentos da vida.

Four men in black T-shirts pose in a studio against a gray gradient background, standing calmly side by side.

A banda canadense lançou na sexta-feira, 30 de outubro, “Everything Under The Sun”, seu 11º álbum de estúdio, pela Virgin Music Group. Com 12 faixas inéditas, o trabalho reúne guitarras potentes, refrões marcantes e composições que exploram sentimentos nem sempre fáceis de colocar em palavras.

Liberdade, desilusão, redenção, lealdade e conexão humana estão entre os temas do projeto. A proposta combina a intensidade que acompanha a trajetória do grupo com espaço para narrativas mais íntimas: aquelas que falam sobre ficar, partir, pedir ajuda ou encontrar coragem para começar de novo.

Um disco para diferentes momentos da vida

Em “Everything Under The Sun”, o Nickelback parte de uma ideia próxima de quem está do outro lado dos fones: ninguém vive uma emoção de cada vez. A vontade de seguir em frente pode conviver com o medo da mudança, assim como uma lembrança feliz pode carregar alguma saudade.

Essa variedade orienta a apresentação do álbum. Há músicas construídas em torno de riffs pesados e refrões expansivos, enquanto outras abrem espaço para dúvidas, afetos e fragilidades. São caminhos diferentes dentro de uma identidade que o público já reconhece.

Em comunicado à imprensa, o vocalista Chad Kroeger destacou a liberdade criativa que acompanhou as novas composições.

“Everything Under The Sun captura todos os lados de quem somos como banda. Há músicas que atingem tão forte quanto qualquer coisa que já fizemos, músicas que assumem riscos, e músicas que nos lembram por que amamos fazer música juntos”, afirmou.

A declaração ajuda a compreender a intenção do lançamento: reunir diferentes interesses musicais e experiências sem restringir o projeto a uma única atmosfera.

Guitarras em destaque e histórias para contar

Entre as faixas apresentadas está “Rattle The Cage”, que conta com a participação de John 5, guitarrista do Mötley Crüe. A colaboração reforça o espaço das guitarras no trabalho e representa uma das conexões do disco com o rock de maior intensidade.

Outra composição ligada ao lado mais descontraído do projeto é “Last Night Was Fun”. A música aborda noites inesperadas, decisões questionáveis e situações que acabam se transformando em histórias para contar.

É um tema familiar: sair sem grandes expectativas e voltar com uma lembrança que será repetida entre amigos. Nesse ponto, a aproximação com o público acontece por meio de experiências cotidianas, sem exigir acontecimentos extraordinários.

O álbum também muda de direção para tratar dos vínculos que permanecem quando a diversão dá lugar às dificuldades. Em “Leave Me Behind”, a lealdade aparece como disposição para continuar ao lado de alguém durante períodos difíceis.

Já “Lift Somebody Up” traz o acolhimento para o centro da conversa. A mensagem destaca a importância de perceber o outro e oferecer apoio — um gesto simples de descrever, mas que pode fazer diferença para quem atravessa um momento delicado.

A coragem de partir e o receio de se entregar

Entre os temas mais sensíveis do lançamento está a necessidade de romper com uma realidade conhecida. “If I Don’t Go” aborda escolhas difíceis, ciclos destrutivos e a busca por uma nova oportunidade.

Ao tocar em questões como dependência e redenção, a composição apresenta o recomeço como uma decisão que exige coragem. Reconhecer a necessidade de mudança não elimina os obstáculos, mas pode representar o primeiro movimento para enfrentá-los.

Em “Make Me Love You”, a vulnerabilidade surge nas relações afetivas. O assunto é o receio de se permitir viver uma conexão e lidar com as inseguranças que acompanham essa abertura.

Quem já quis se aproximar de alguém e, ao mesmo tempo, teve medo de sofrer conhece essa contradição. É nesse território, entre desejo e proteção, que a narrativa encontra uma possibilidade de identificação.

“Bottled Dreams”, por sua vez, abre espaço para a esperança de que uma mensagem encontre seu destino, mesmo quando isso parece improvável. Ao lado das demais faixas, a composição amplia o conjunto de sentimentos que o projeto pretende alcançar.

Novo álbum também chega aos palcos em 2027

O lançamento será acompanhado pela “Everything Under The Sun Tour”, anunciada para 2027. A turnê começa em 6 de fevereiro, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, e prevê apresentações pela América do Norte, Reino Unido, Europa e Austrália. A banda britânica Don Broco participa como convidada especial.

Formado por Chad Kroeger, Ryan Peake, Mike Kroeger e Daniel Adair, o Nickelback leva para essa nova etapa um repertório que poderá dividir espaço com os sucessos responsáveis por aproximar diferentes gerações de fãs.

Para quem acompanha o grupo há anos, o encontro será também uma oportunidade de colocar passado e presente na mesma noite: cantar uma música ligada a uma lembrança antiga e conhecer outra que talvez encontre lugar na vida de agora.

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