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Kimi Antonelli é campeão da F1 e supera recorde de precocidade de Vettel

Kimi Antonelli fez história no GP do México: aos 20 anos, tornou-se o campeão mais jovem da Fórmula 1. O piloto da Mercedes garantiu seu primeiro Mundial com o terceiro lugar, superando o recorde de Sebastian Vettel.

Por Manu Cárvalho · · 4 min de leitura

Kimi Antonelli é campeão da F1 e supera recorde de precocidade de Vettel

Kimi Antonelli é o novo campeão mundial de Fórmula 1. O italiano da Mercedes terminou o Grande Prêmio da Cidade do México em terceiro lugar neste domingo, 1º de novembro, e garantiu o título de 2026. Aos 20 anos, 2 meses e 7 dias, tornou-se o piloto mais jovem a conquistar o campeonato, superando o recorde que Sebastian Vettel mantinha desde 2010.

Smiling man kneels on a confetti-covered racetrack holding an F1 World Champion 2023 sign in a lit stadium at night.

A vitória na corrida ficou com Max Verstappen, seguido por Lewis Hamilton. Mas foi o terceiro colocado quem deixou o Autódromo Hermanos Rodríguez com uma conquista que ultrapassa o resultado de uma tarde: Antonelli assegurou seu primeiro Mundial com quatro etapas de antecedência.

Para quem acompanhou as dificuldades de sua estreia, em 2025, o contraste é significativo. Em pouco mais de uma temporada, o jovem que enfrentava questionamentos sobre estar preparado para a categoria passou a ocupar o lugar mais desejado do automobilismo.

Um pódio que valeu muito mais do que um troféu

Antonelli chegou ao México com o campeonato ao alcance. A vantagem construída ao longo da temporada permitia uma conta objetiva: terminar entre os nove primeiros seria suficiente para garantir o título, independentemente do resultado dos adversários.

Ainda assim, ter uma situação favorável não eliminou a tensão. Antes da corrida, o italiano admitiu estar mais nervoso do que de costume e reconheceu que isso havia influenciado seu desempenho na classificação. Depois das punições aplicadas no grid, ele largou em quarto.

No domingo, a confirmação veio em uma prova que exigiu atenção até o fim. Uma bandeira vermelha após o acidente de Valtteri Bottas e uma intervenção do carro de segurança provocada pela batida de Arvid Lindblad interromperam o ritmo da disputa.

Antonelli terminou em terceiro e transformou a possibilidade matemática em conquista. Não precisou vencer a corrida para protagonizar o momento mais importante de sua carreira.

Recorde de Vettel cai após 16 anos

Até este domingo, Sebastian Vettel era o campeão mais jovem da história da Fórmula 1. O alemão havia conquistado seu primeiro título em 2010, pela Red Bull, aos 23 anos, 4 meses e 11 dias.

A marca atravessou diferentes regulamentos, equipes dominantes e gerações de pilotos. Antonelli a superou com uma diferença superior a três anos, estabelecendo uma nova referência de precocidade na categoria.

O recorde também ajuda a dimensionar a velocidade de sua trajetória. O italiano estreou na Fórmula 1 aos 18 anos, promovido pela Mercedes para assumir a vaga deixada por Hamilton, que seguiu para a Ferrari.

O desafio envolvia mais do que aprender a conduzir um carro da categoria. Antonelli passou a competir sob a atenção dedicada ao substituto de um heptacampeão, dentro de uma equipe acostumada a disputar títulos. Cada resultado passou a fazer parte da avaliação sobre uma aposta que agora alcança sua maior recompensa.

Das dificuldades na estreia à resposta dentro da pista

A relação entre Antonelli e a Mercedes começou muito antes de sua chegada ao grid. Integrante do programa de jovens pilotos desde os 11 anos, ele cresceu acompanhado pela estrutura que mais tarde lhe daria a oportunidade na Fórmula 1.

A estreia, porém, não ofereceu um caminho sem obstáculos. Em 2025, o italiano enfrentou dificuldades de adaptação e chegou a atravessar nove corridas sem pontuar. O período alimentou críticas sobre a decisão de colocá-lo tão cedo em um dos principais carros do campeonato.

Para um piloto em formação, os resultados precisavam aparecer enquanto o aprendizado ainda estava em andamento. Havia pouco espaço para que os erros fossem vistos apenas como parte natural desse processo.

Em 2026, com a mudança do regulamento técnico, Antonelli encontrou condições para transformar o potencial em uma campanha pelo título. A presença frequente entre os primeiros construiu a vantagem que lhe permitiu chegar ao México dependendo do próprio resultado.

A conquista não apaga as dificuldades anteriores. Ela dá outra dimensão ao percurso: o campeão deste domingo é também o piloto que precisou atravessar aquela sequência de resultados frustrantes.

Família, equipe e emoção na celebração

Depois da corrida, Antonelli destacou a participação da Mercedes e da família em sua caminhada. Em suas primeiras declarações como campeão, demonstrou dificuldade para assimilar imediatamente o tamanho do que havia acabado de conquistar.

O italiano também celebrou a oportunidade de dividir o pódio com Verstappen e Hamilton, dois pilotos que marcaram a história recente da categoria. A imagem reuniu campeões de diferentes gerações no mesmo espaço, agora com Antonelli entre eles.

O reconhecimento a quem acompanhou sua formação aproximou a celebração de uma experiência que vai além do esporte: alcançar um objetivo e perceber quantas pessoas participaram, de maneiras diferentes, daquele caminho.

Quatro corridas para disputar como campeão

A temporada ainda tem quatro etapas, mas a principal disputa individual está resolvida. Antonelli seguirá para os próximos compromissos como campeão mundial, com o primeiro título assegurado e um recorde histórico associado ao seu nome.

Para a Mercedes, o resultado representa a conquista de um piloto formado em seu próprio programa. Para o italiano, encerra a espera pelo primeiro Mundial e abre uma fase diferente da carreira, com outras expectativas e responsabilidades.

No México, o troféu de vencedor da corrida foi para Verstappen. Antonelli, por sua vez, subiu ao pódio sabendo que aquele terceiro lugar seria lembrado por outro motivo: foi ali que, aos 20 anos, ele se tornou o campeão mais jovem da Fórmula 1.

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